- é, era sim... mas que seja, a questão não é essa.
- claro que é! qual é a questão, então?
- po, sei lá. é foda... se eu começar a falar eu vou ser repetitivo, sabe, e eu tenho muita preguiça de me repetir. mas é foda.
- cara, você viu aquela parada nova que tá rolando no Strange Days? é sábado, eu acho. parece manero, tava afim de ver qual é.
- que parada?
- po, é mó proposta manera. tipo, eles querem juntar meio o clima do que era o espaço há uns anos atrás, sabe, mais escondido, meio freak, com um som mais dançantezinho, sabe... deram uma reformada no espaço e tal. eu boto fé. e faz porra, muito tempo que não vou lá. bora, po.
- ah, nem animo cara.
- ahhh cara, qual é...
- você não sente preguiça?
- como assim? sinto ué.
- não. preguiça dessas porras. sabe... chegando lá vai ser a mesma porra de sempre, que a gente encontra em qualquer buraco "alternativozinho" ou sei lá como se auto-denominam. e sabe, isso nem é o problema. o problema é esse drama todo de inovar, sei lá, de ser modernoso, freak, cool ou sei lá que porra. sabe? qual f...
- ah, sei lá po, só acho que vai ser manero. a gente compra uma montilla antes po
- sabe? essas porras me cansam. eu não sei se você tá me entendendo, mas me cansa, sabe? essa coisa toda, essa loucura que de repente todo mundo ficou depois dos 15 anos de querer escutar tudo, e assistir a tudo e ler tudo e conhecer tudo e ir a todos os lugarezinhos e etc. po cara, vai pra porra, sabe? vai tudo pra porra. de repente se eu tivesse num buraco meu, analfabeto, sem saber quem é scorsese, sem nenhuma bandinha desconhecida do leste europeu pra chamar de minha descoberta eu tava lá muito mais satisfeito, sabe?
- sei coé
- cara, você tem noção do que é isso? as pessoas estão se agregando valor. porra! se agregando valor, tá entendendo? eles pegam toda essa avalanche de merdas e se injetam na veia, sei lá, saem por aí usando como próteses, como muletas, tá entendendo? isso é muito doido cara, isso é bizarro.
- pode crer, sei coé
- cara, sabe? eu não quero me agregar valor. eu aliás, nem acho que se eu pegar toda essa porra e pendurar no meu pescoço em cada porra de conversa, dobrar a mãozinha com cigarro e essas merdas, isso não vai, sabe, isso não é porra nenhuma... isso é uma merda desgraçada onde parece que tá todo mundo nadando sabe... é uma porra.
- sei lá. tipo geração perdida, é o que tu tá falando?
- não. sei lá. falando assim fica feio. mas que fique feio também. que se foda. tá vendo? eu to falando a mesma coisa que semana passada quando a carol tava aqui.
- hahaha pode crer. mas e o sábado? a gente leva uma montilla.
- sei lá. vamo ver.
- claro que é! qual é a questão, então?
- po, sei lá. é foda... se eu começar a falar eu vou ser repetitivo, sabe, e eu tenho muita preguiça de me repetir. mas é foda.
- cara, você viu aquela parada nova que tá rolando no Strange Days? é sábado, eu acho. parece manero, tava afim de ver qual é.
- que parada?
- po, é mó proposta manera. tipo, eles querem juntar meio o clima do que era o espaço há uns anos atrás, sabe, mais escondido, meio freak, com um som mais dançantezinho, sabe... deram uma reformada no espaço e tal. eu boto fé. e faz porra, muito tempo que não vou lá. bora, po.
- ah, nem animo cara.
- ahhh cara, qual é...
- você não sente preguiça?
- como assim? sinto ué.
- não. preguiça dessas porras. sabe... chegando lá vai ser a mesma porra de sempre, que a gente encontra em qualquer buraco "alternativozinho" ou sei lá como se auto-denominam. e sabe, isso nem é o problema. o problema é esse drama todo de inovar, sei lá, de ser modernoso, freak, cool ou sei lá que porra. sabe? qual f...
- ah, sei lá po, só acho que vai ser manero. a gente compra uma montilla antes po
- sabe? essas porras me cansam. eu não sei se você tá me entendendo, mas me cansa, sabe? essa coisa toda, essa loucura que de repente todo mundo ficou depois dos 15 anos de querer escutar tudo, e assistir a tudo e ler tudo e conhecer tudo e ir a todos os lugarezinhos e etc. po cara, vai pra porra, sabe? vai tudo pra porra. de repente se eu tivesse num buraco meu, analfabeto, sem saber quem é scorsese, sem nenhuma bandinha desconhecida do leste europeu pra chamar de minha descoberta eu tava lá muito mais satisfeito, sabe?
- sei coé
- cara, você tem noção do que é isso? as pessoas estão se agregando valor. porra! se agregando valor, tá entendendo? eles pegam toda essa avalanche de merdas e se injetam na veia, sei lá, saem por aí usando como próteses, como muletas, tá entendendo? isso é muito doido cara, isso é bizarro.
- pode crer, sei coé
- cara, sabe? eu não quero me agregar valor. eu aliás, nem acho que se eu pegar toda essa porra e pendurar no meu pescoço em cada porra de conversa, dobrar a mãozinha com cigarro e essas merdas, isso não vai, sabe, isso não é porra nenhuma... isso é uma merda desgraçada onde parece que tá todo mundo nadando sabe... é uma porra.
- sei lá. tipo geração perdida, é o que tu tá falando?
- não. sei lá. falando assim fica feio. mas que fique feio também. que se foda. tá vendo? eu to falando a mesma coisa que semana passada quando a carol tava aqui.
- hahaha pode crer. mas e o sábado? a gente leva uma montilla.
- sei lá. vamo ver.