Se tivesse que escrever um poema
o faria pequenino, moleque
menino insolente
safado-sem-vergonha
como um deus caído numa noite etílica.
Talvez amassasse algum coração
no seu amassar repetido de latas,
mas a quem pusesse o olhar
faria mil formiguinhas formigarem
no fundo do estômago nauseado.
E se tivesse que escrever um único verso
seria breve e orgulhoso.
Não seria da minha alma
que a alma não merece ser cantada.
A alma é pra adorar abestalhada
o belo dolorido do poema.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
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2 comentários:
*.* Ai q lindo adorei o pôema das latas...rsrsrsr!!
Vc pode me mandar como depoimento, pra mim aceitar, me sentí tocado por ele ^^
Bjs
tá bom.
eu assumo,
é legal tbm.
Pô, acho que tô ficando doido com essa coisa de linguagem. De construção inétida do verbo.
Tem coisa tão gostosa, difícil de ser escrita e sentida. Gostosa de ser lida.
É.
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