terça-feira, 8 de abril de 2008

não há nada a cantar.
que há?
uma noite úmida
ofício pela metade
e uma lacuna.

não há nada a cantar.
se houvesse, não cantaria.
minha voz já rouqueou
minha paixão broxou
e nem fome dá.

não quero nada que cantar.
cantar é coisa de uns
que se aguentam sobre os pés.
eu que nem me sei
não sirvo senão pra hesitar.

3 comentários:

Anônimo disse...

como assim que nao ha nada para cantar, a revolucao, a vida, a transformacao. força!

Gabriel Ferreira disse...

e pra quem quer que haja alguma coisa? o desespero.

Gabriel Ferreira disse...

bom, até acredito que haja...mas essa não é a questão...a questão é o sujeito...pra esse sujeito nada importa...ele é vazio...ou então ela foi esvaziado