sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Não te quero porque te preciso, não.

Teu cheiro é supérfulo
e tua pele, dispensável à minha.
Meus ouvidos ouvem bem sem tua voz.
E minha alma se sustenta,
entre tropeços e glórias,
sem à tua imagem pedir ajuda.

É que meu nariz te escolhe
na molecagem de escolher
entre muitos cheiros deliciosos
o que quiser,
por simples exercício
de poder escolher o que convém.

Minha pele passa bem e inteira sem a tua.
Nada lhe falta, nem sol nem alimento.
Mas minhas células quiseram as tuas,
assim, só quiseram.
Já que podem querer...

E, livre na arbitrariedade do gosto,
é a coisa mais verdadeiramente querida
de todas as coisas
de todas as pessoas
que andam tanto necessitando.

(Ainda não sei o que faço da última estrofe)

Um comentário:

Sonhando lágrimas disse...

ainda nao tinha lido... lindo demaissss. amei!!
saudades!