sábado, 18 de agosto de 2007

Post desprovido de nome, utilidade e significado

Se o blog tivesse porta, provavelmente eu bateria nela antes de postar, limparia meus pés num provável tapete e pediria licença acenando com a cabeça. Faz tanto tempo que não escrevo nada de verdade aqui que é quase como se não fosse mais meu. Eu diria que tenho sido negligente ao administrá-lo, mas isso é quase indecente, se pensarmos no que realmente representa estar sendo negligente com algo. Ou melhor, se pensarmos na necessidade de uma cota mínima de importância a ponto de ser possível negligenciar. É até meio vergonhoso ter cogitado a possibilidade de se negligenciar um blog. Coisa de pessoa sem vida social... Blog já é coisa de pessoa sem vida social... Um blog que ninguém lê então!

Que seja, a questão não é essa. Nem outra, eu devo dizer. Hoje não há questão, não há nem sequer um assunto específico, a não ser a vontade esquisita de falar e falar supondo interlocutores dos quais eu posso tranquilamente ignorar as reações imediatas ao que digo. Há os ouvidos, mas não há frases de resposta nem expressões de reprovação. Essa sutileza e esse charme que o blog tem é que não me deixam abandoná-lo. Blogs são um dos poucos lugares socialmente aceitos para egocentrismos desse tipo. Latas de lixo sociais.

E se não fosse a preguiça absoluta desse instante, eu me deixaria seduzir por esse charme e vomitaria um monte de coisa aqui.

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