Não fosse o sertão,
essas terras vazias,
paragens fantasmas
de oco e poeira...
Não fosse o buraco,
mil margens sem ponte
no peito da gente,
ela pudesse chegar...
Há que se fazer caminho!
há que se abrir estrada!
de chão ou de ferro, que importa,
na carne e na alma.
Talharei eu uma via estreita
com minhas unhas famintas,
tão estreita que ela não possa,
no meio, dar meia-volta.
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
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3 comentários:
você tem uma facilidade de compor versos que é incrível...seus poemas nascem como se tivesse falando algo natural e cotidiano a você. Inveja...e com certeza emoção.
'cause you gotta have faith
com certeza os versos sao bastante liricos, gostei. mas tem um problema, nao consigo conectar-los contigo. deve ser pelo sertao, ou falta de interpretaçao minha, mas é essa conexao estreita entre poeta e poema a q mais me toca em uma poesia. agora, na ficcao, tdo muda, é possivel inventar qualquer coisa - mesmo q depois vc acabe percebendo q tdo o q vc inventou tem muito de verdade. ah nao sei como funciona isso de comentario de blog, mas sinta-se a vontade de me criticar tambem. quanto mais sinceridade, melhor. mas isso é um exercicio que é dificil de praticar nessa sociedade coercitiva, por isso mesmo eu tento tomar-lo como insurgencia. enfim, seja minha companheira insurgente, e parabens pelos versos.
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