quinta-feira, 29 de novembro de 2007

"Eu sou um pouco Charlie Brown" versão onírica

Sonhei que era sufocada por um amigo brincando de fazer massagem cardíaca. Eu tentava dizer que estava mesmo sufocando, tentava empurrá-lo mas não tinha força e ele só apertava mais, mais, mais! Quando ele parou, eu só chorava, abria a boca mas o som não saía. Tentava agitar os braços mas não podia. Era como se meus pulmões tivessem sido tão comprimidos que o ar não conseguisse mais entrar neles. E era estranho, me sentia extremamente humilhada. As pessoas em volta discutiam o que aconteceu sem preocupação nenhuma enquanto eu tentava respirar quase sem conseguir. Depois me levavam pra um lugar onde tinha um bolo, algumas outras pessoas conhecidas e muitas crianças que nunca vi. Era meu aniversário e eu não conseguia abrir a boca, só chorava atrás do bolo enquanto todo mundo cantava parabéns. Eu tava morrendo e ninguém percebia. Pareciam zumbis, robôs, sei lá, qualquer coisa tão presa ao ritual que não conseguiam ver que eu caía no chão no meio da coisa toda.

Um comentário:

Gabriel Ferreira disse...

então é essa a origem do lindo poema...sonhos são a realidade que sempre quis viver...somos mais vivos neles, até quando morremos, como é o caso...