Sonhei que era sufocada por um amigo brincando de fazer massagem cardíaca. Eu tentava dizer que estava mesmo sufocando, tentava empurrá-lo mas não tinha força e ele só apertava mais, mais, mais! Quando ele parou, eu só chorava, abria a boca mas o som não saía. Tentava agitar os braços mas não podia. Era como se meus pulmões tivessem sido tão comprimidos que o ar não conseguisse mais entrar neles. E era estranho, me sentia extremamente humilhada. As pessoas em volta discutiam o que aconteceu sem preocupação nenhuma enquanto eu tentava respirar quase sem conseguir. Depois me levavam pra um lugar onde tinha um bolo, algumas outras pessoas conhecidas e muitas crianças que nunca vi. Era meu aniversário e eu não conseguia abrir a boca, só chorava atrás do bolo enquanto todo mundo cantava parabéns. Eu tava morrendo e ninguém percebia. Pareciam zumbis, robôs, sei lá, qualquer coisa tão presa ao ritual que não conseguiam ver que eu caía no chão no meio da coisa toda.
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
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Um comentário:
então é essa a origem do lindo poema...sonhos são a realidade que sempre quis viver...somos mais vivos neles, até quando morremos, como é o caso...
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